Manutenção de Empilhadeiras

À semelhança de outros veículos menos especializados, empilhadeiras necessitam de manutenções frequentes: trocas de pneu, trocas de pastilhas de freio, substituição periódica de óleo lubrificante para o motor, substituição de filtros de ar e de óleo. Além dessa, manutenções podem assumir caráter preventivo e preditivo. Tudo gira em torno das horas trabalhadas.

Pneus

Apesar do nome, as rodas de empilhadeira são maciças, em nada parecidas com rodas de veículo de transporte. O que não impede que gastem, percam a forma, sofram rachaduras ou trinquem, fiquem desbalanceadas. Pneus de empilhadeira estão sujeitos a troca periódica, assim como a balanceamento, reaperto de parafusos e análise dos mancais.

Óleo Lubrificante

Tanto os motores GLP como Diesel têm cárter, bomba de óleo, e usam filtros de óleo. A última palavra em lubrificação são os óleos sintéticos: além de mais duráveis, proporcionam menor atrito, reduzindo a temperatura de funcionamento. Na ocasião da troca de óleo, convém examinar filtros de ar e de combustível e se necessário trocá-los.

Bateria

A última palavra em baterias são as seladas, isentas de manutenção. Embora um teste de bateria não seja descartado, as baterias geralmente sinalizam quando a vida útil se esgota. O sistema de carga (alternador e regulador de tensão) permanecem sob inspeção constante do pessoal de manutenção.

Freios

Há décadas, a última palavra em frenagem são os freios a disco, o que não impede que certos modelos usem freios de lona associados a tambores. Os freios merecem atenção periódica. Vale o mesmo para o óleo do circuito hidráulico e fluído, para o freio de estacionamento e respectivos cabos.

Correias

São usadas para sincronismo e para acionamento de dispositivos. Correias dentadas acionam comando de válvulas, direções hidráulicas, alternador, etc., e têm vida útil. Se num veículo uma correia quebrada pode gerar desde incômodo até danos de grande monta, o que dizer de uma correia quebrada no momento em que uma carga, por exemplo, de centenas de quilogramas estiver a 8 m de altura? Em resumo, é essencial o respeito aos períodos de troca sugeridos pelo fabricante.

Sistema de arrefecimento

Motores de combustão interna dependem de radiadores para reduzir a temperatura de operação. Fluidos especialmente formulados captam o calor do motor, transportando-o para que seja descartado na atmosfera através do radiador. É um fluido que não congela a 0ºC, nem ferve a 100ºC (ou próximo deste valor). São fluidos que sofrem evaporação, eventualmente podem vir a necessitar de reposição periódica, que assegure a durabilidade do motor.

Manutenção Preditiva

Possibilita antecipar desgastes e danos potenciais, indicando a necessidade da manutenção preventiva, evitando que o dano se efetive e propague-se para componentes que, deste modo, são preservados, com impacto favorável sobre os custos de operação. Consiste de se executar análises acústicas de mancais e componentes giratórios. Fissuras e deformações em elementos que compõem rolamentos e pivôs podem ser captados audivelmente, e analisados via software de edição acústica.

Outra fonte de conclusão são a análise e a separação de fluidos, de lubrificação, de freios, de arrefecimento. Embora rebarbas possam ser esperadas em motores novos, a partir de certo número de horas começam a indicar que componentes estão sofrendo processo de desgaste prematuro ou anormal.